Caracteristicas e tendências atuais do Bairro

Caracteristicas e tendências atuais na Engenhoca – Niterói

Na década de 70, com a inauguração da Ponte Rio-Niterói, a Engenhoca passa a receber maior fluxo de moradores oriundos de várias partes do Estado. O crescimento do bairro se dá pela ocupação de áreas pouco valorizadas, pertencentes ao poder público ou mesmo desocupadas, por pessoas de baixo poder aquisitivo. Essa ocupação ocorre predominantemente nos morros, áreas desprovidas de infra-estrutura. Pela utilização de materiais e técnicas inadequadas nessas construções, desencadeia-se processo de favelização que atinge grandes extensões do bairro, representando parte considerável dos problemas hoje existentes.Com relação ao padrão construtivo, predominam as residências de baixo padrão, havendo entretanto residências de médio padrão, degradado ou não, bem como um número considerável de domicílios de padrão considerado precário (PMN/SUMA) nas áreas favelizadas.

Existem atualmente doze favelas na área da Engenhoca que, dadas a constituição física do bairro e a intensa ocupação, confundem seus limites entre si. A estrutura urbana caracteriza-se também por várias vias internas que dão acesso aos bairros com que se limita; e ao município vizinho de São Gonçalo. O bairro está quase totalmente pavimentado, apesar de estar em uma região que compõe o chamado “Mar de Morros”, em que se tem várias colinas ou morros alternando-se, e que até certo ponto, poderia dificultar a realização dessas melhorias.

A Avenida João Brasil que se inicia ainda no Fonseca, no cruzamento com a Alameda São Boaventura, atravessa o bairro no sentido longitudinal e se constitui na principal via de circulação e acesso da Engenhoca. Também a rua Coronel Guimarães e a rua Castro são importantes vias na funcionalidade do bairro, estando nesta concentrado, de forma mais expressiva, o comércio local.

O comércio é bastante variado e atende as primeiras necessidades da população: conta com padarias, açougues, mercados, farmácias, lojas de materiais de construção, de calçados, de autopeças, bazares e outros. Também se localizam no bairro número razoável de oficinas mecânicas, serralherias e serrarias, além de oficinas de usinagem mecânica, para confecção de peças para embarcações pesqueiras de Niterói e São Gonçalo.

Com relação aos equipamentos públicos, a Engenhoca é servida por dois estabelecimentos de ensino e uma creche da rede municipal: E. M. Adelino Magalhães, E. M. Infante Dom Henrique e a Creche Municipal Neusa Brizola, além do Colégio Estadual Mullulo da Veiga.

Na área da saúde existe uma unidade da rede municipal que atende a população através de serviços ambulatoriais, consultas e vacinação, entre outras atividades.Quase todos os domicílios existentes estão ligados à rede geral de água e à rede geral de esgoto, bem como a coleta de lixo atende a maior parte dos domicílios. Mas em algumas áreas esses serviços se mostram, ou pouco eficientes, ou mesmo inexistentes, principalmente onde houve ocupação mais recente pelas camadas mais pobres da população.

O intenso processo de ocupação ocorrido sob a forma de favelização, em períodos recentes, corresponde ao principal problema do bairro, envolvendo a ocupação de áreas de risco associada à carência de infra-estrutura básica, em conjunto com as próprias condições sócio-econômicas da população que aí reside.

Nas demais áreas do bairro não há indícios de que venha a se realizar, de maneira representativa, a substituição das unidades unifamiliares, predominantes em toda Engenhoca por apartamentos, que hoje representam pouco mais de 5,0% do total de domicílios, fatos estes decorrentes da localização do bairro em área periférica do município, à margem da explosão imobiliária, hoje característica da Região Oceânica.

Fonte: www.nitvista.com.br