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Desabrigados das chuvas fazem novo protesto e interditam vias em Niterói - Site do bairro da Engenhoca

Desabrigados das chuvas fazem novo protesto e interditam vias em Niterói

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Desabrigados das chuvas fazem novo protesto e interditam vias em Niterói

Cerca de 200 manifestantes seguiram do Morro do Bumba até o Centro para exigir o pagamento do Aluguel Social. Protesto causou confusão nas ruas e na frente da Prefeitura

Na semana que vem completam-se cinco meses desde as chuvas e os desabrigados deveriam estar recebendo a quinta parcela do Aluguel Social, mas, até agora, só receberam três. Vítimas dizem que já estavam enfrentando dificuldades para encontrar casas pelo valor do benefício, mas que, agora a tarefa se tornou quase impossível, pois, com a irregularidade no pagamento, donos de imóveis ocupados estão relutando em firmar contratos com quem depende do benefício.

 

Na manhã de quarta-feira, cerca de 200 vítimas do Morro do Bumba fizeram uma caminhada de cinco quilômetros, do morro até a sede da Prefeitura, no Centro, aos gritos de “queremos casa e não praça”. No fim da caminhada, ex-moradores do Bumba encontraram professores da rede municipal e médicos residentes, que também protestavam na porta do Executivo.

Quem conseguiu alugar um imóvel, agora teme perder, mais uma vez, o teto. “Tenho relato de pessoas que estão sendo hostilizadas para pagar o aluguel e estão muito preocupadas. Quem não conseguiu ficar em casa de amigo ou parente, está com dificuldades para honrar o compromisso e muita gente que não está mais encontrando casas por conta dos problemas no pagamento”, protesta Francisco Carlos Ferreira de Souza, presidente da Associação de Vítimas do Morro do Bumba.

A dona de casa Mônica Marques, de 46 anos, teve sua casa na comunidade condenada e demolida pelo Governo Municipal. “Estou morando de aluguel na Engenhoca e o dono da minha casa já está ficando insatisfeito com os atrasos no pagamento. A minha casa foi derrubada e não tenho para onde ir”, lamenta. Maria de Lourdes Azevedo Dunhen, de 65 anos, quer mais informação.

“Fiquei sabendo que no Bumba vão construir uma grande praça, sem casas. As casas mesmo não sei onde serão. Enquanto isso, moro na casa de uma prima no Largo da Batalha, de favor, já que o Aluguel Social não é pago direito”, diz.

A Prefeitura informou que pretende pagar a quarta parcela na semana que vem e diz que está negociando com bancos para que os pagamentos passem a ser feitos por essa via. O Governo do Estado, responsável pela recuperação do Morro do Bumba, disse que 180 unidades habitacionais serão construídas nas proximidades do morro, no terreno de uma garagem de ônibus.

Quatro protestos em um só dia
Os ex-moradores do Bumba encontraram, na porta da prefeitura, representantes dos abrigados no 3º BI e no 4º Gcam, além de representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e dos médicos residentes do Hospital Universitário Antônio Pedro, que estão em greve.
Os abrigados pedem moradia própria e melhores condições nos abrigos.

Os professores protestam contra a Lei Municipal 2.741/2010, promulgada pela Câmara e que dispõe sobre o programa “Adote uma escola”, que permitiria que empresas privadas investissem em unidades municipais em troca de isenção de impostos e da exploração de espaços publicitários.

Já os médicos residentes pedem um reajuste de 38,7% no pagamento da bolsa-residência, que seria de R$ 1,9 mil para uma jornada de trabalho de 60 horas. De acordo com os grevistas, está sendo mantida 30% da força de trabalho, para atender urgências, nos hospitais de todo o Brasil que estão participando do movimento. O Ministério da Educação está negociando com os médicos.

 

Fonte: jornal.ofluminense.com.br

Desabrigados das chuvas fazem novo protesto e interditam vias em Niterói

Cerca de 200 manifestantes seguiram do Morro do Bumba até o Centro para exigir o pagamento do Aluguel Social. Protesto causou confusão nas ruas e na frente da Prefeitura

Na semana que vem completam-se cinco meses desde as chuvas e os desabrigados deveriam estar recebendo a quinta parcela do Aluguel Social, mas, até agora, só receberam três. Vítimas dizem que já estavam enfrentando dificuldades para encontrar casas pelo valor do benefício, mas que, agora a tarefa se tornou quase impossível, pois, com a irregularidade no pagamento, donos de imóveis ocupados estão relutando em firmar contratos com quem depende do benefício.

 

Na manhã de quarta-feira, cerca de 200 vítimas do Morro do Bumba fizeram uma caminhada de cinco quilômetros, do morro até a sede da Prefeitura, no Centro, aos gritos de “queremos casa e não praça”. No fim da caminhada, ex-moradores do Bumba encontraram professores da rede municipal e médicos residentes, que também protestavam na porta do Executivo.

Quem conseguiu alugar um imóvel, agora teme perder, mais uma vez, o teto. “Tenho relato de pessoas que estão sendo hostilizadas para pagar o aluguel e estão muito preocupadas. Quem não conseguiu ficar em casa de amigo ou parente, está com dificuldades para honrar o compromisso e muita gente que não está mais encontrando casas por conta dos problemas no pagamento”, protesta Francisco Carlos Ferreira de Souza, presidente da Associação de Vítimas do Morro do Bumba.

A dona de casa Mônica Marques, de 46 anos, teve sua casa na comunidade condenada e demolida pelo Governo Municipal. “Estou morando de aluguel na Engenhoca e o dono da minha casa já está ficando insatisfeito com os atrasos no pagamento. A minha casa foi derrubada e não tenho para onde ir”, lamenta. Maria de Lourdes Azevedo Dunhen, de 65 anos, quer mais informação.

“Fiquei sabendo que no Bumba vão construir uma grande praça, sem casas. As casas mesmo não sei onde serão. Enquanto isso, moro na casa de uma prima no Largo da Batalha, de favor, já que o Aluguel Social não é pago direito”, diz.

A Prefeitura informou que pretende pagar a quarta parcela na semana que vem e diz que está negociando com bancos para que os pagamentos passem a ser feitos por essa via. O Governo do Estado, responsável pela recuperação do Morro do Bumba, disse que 180 unidades habitacionais serão construídas nas proximidades do morro, no terreno de uma garagem de ônibus.

Quatro protestos em um só dia
Os ex-moradores do Bumba encontraram, na porta da prefeitura, representantes dos abrigados no 3º BI e no 4º Gcam, além de representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e dos médicos residentes do Hospital Universitário Antônio Pedro, que estão em greve.
Os abrigados pedem moradia própria e melhores condições nos abrigos.

Os professores protestam contra a Lei Municipal 2.741/2010, promulgada pela Câmara e que dispõe sobre o programa “Adote uma escola”, que permitiria que empresas privadas investissem em unidades municipais em troca de isenção de impostos e da exploração de espaços publicitários.

Já os médicos residentes pedem um reajuste de 38,7% no pagamento da bolsa-residência, que seria de R$ 1,9 mil para uma jornada de trabalho de 60 horas. De acordo com os grevistas, está sendo mantida 30% da força de trabalho, para atender urgências, nos hospitais de todo o Brasil que estão participando do movimento. O Ministério da Educação está negociando com os médicos.

 

Fonte: jornal.ofluminense.com.br